Milhares de famílias perderam tudo. A sua ajuda é urgente.
No dia 24 de junho, dois fortes sismos atingiram a Venezuela, provocando destruição em várias regiões do país. Em poucos segundos, milhares de pessoas perderam as suas casas, os seus bens e, em muitos casos, familiares e amigos.
Hoje, a situação continua a agravar-se.
Muitas famílias continuam sem acesso a abrigo, água potável, alimentos ou cuidados de saúde. De acordo com as avaliações realizadas pelo ACNUR no terreno, quase 4 em cada 10 pessoas afetadas dormem na rua ou em espaços públicos, expostas ao frio, à chuva e a novos riscos. Outras encontram refúgio em escolas, igrejas ou abrigos improvisados.
A situação é especialmente preocupante para as crianças. Muitas foram separadas das suas famílias durante o caos provocado pelos sismos, aumentando o risco de violência, exploração e abuso.
Desde as primeiras horas da emergência, as equipas do ACNUR têm estado a apoiar as pessoas afetadas, trabalhando em estreita colaboração com as autoridades e parceiros humanitários.
A resposta inclui:
7.9 MILHÕES
de venezuelanos tinham fugido do país em busca de proteção.
6.9 MILHÕES
de venezuelanos encontram-se acolhidos em países da América Latina e das Caraíbas.
Antes dos acontecimentos de janeiro de 2026, quando o presidente Nicolás Maduro e a sua esposa foram capturados e transferidos para os Estados Unidos, quase 7,9 milhões de venezuelanos tinham fugido do país em busca de proteção e de uma vida melhor. Mais de 6,9 milhões de venezuelanos encontram-se acolhidos em países da América Latina e das Caraíbas, dos quais um número significativo necessita de proteção internacional e de assistência humanitária.
A Colômbia, o Peru, o Brasil, o Equador, o México, o Chile, a Argentina e a República Dominicana abrem as suas portas aos migrantes e refugiados venezuelanos. Os seus governos, em coordenação com o ACNUR e outros parceiros estratégicos, oferecem uma resposta coordenada, aconselhamento jurídico e ajuda humanitária a quem mais precisa.
A situação na Venezuela tem representado o maior êxodo da história recente da região e uma das maiores crises de deslocados do mundo. Pessoas que fugiam da violência, da insegurança, das ameaças, da falta de alimentos e medicamentos e que enfrentavam graves perigos no seu percurso de fuga.
O ACNUR apoia os governos de acolhimento na prevenção e resposta ao deslocamento forçado e na implementação de medidas de proteção e soluções, incluindo o acesso ao território, um acolhimento digno, procedimentos de asilo justos e eficientes, outros acordos de permanência legal, inclusão socioeconómica e soluções em países terceiros.