Entre as pessoas afetadas estão pessoas que já tinham sido obrigadas a fugir devido à violência e aos conflitos. O ACNUR está no terreno e preparados para reforçar o apoio.
Um forte sismo de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia no dia 10 de agosto, com epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó. O sismo foi seguido por dezenas de réplicas provocando vítimas e danos significativos em habitações, escolas, unidades de saúde e outros espaços comunitários.
Foram registadas mais de 260 vítimas mortais e 2.595 pessoas feridas, números que poderão aumentar à medida que prosseguem as avaliações no terreno. Mais de 8.300 habitações foram danificadas e mais de 1.100 destruídas. Cerca de 800 escolas, mais de 80 unidades de saúde e mais de 370 centros comunitários foram também afetados.
As primeiras avaliações apontam para necessidades urgentes de abrigo, água potável, higiene e saneamento, alimentação, cuidados de saúde e apoio psicossocial. A emergência afeta também comunidades que já enfrentavam situações de vulnerabilidade, incluindo pessoas deslocadas à força devido à violência e ao conflito, refugiados, requerentes de asilo e comunidades indígenas e afro-colombianas.
O ACNUR está a acompanhar de perto a situação e a participar na avaliação dos danos e das necessidades, em coordenação com as autoridades, a Equipa Humanitária Nacional e outros parceiros. A organização tem preparados para distribuição imediata 3.100 lâmpadas solares, 30 Unidades de Alojamento para Refugiados (RHUs) e mais de 19.700 kits de higiene destinados a crianças, adolescentes e adultos. Estes materiais serão disponibilizados de acordo com as necessidades identificadas no terreno.
Perante esta nova emergência, o ACNUR continua a avaliar o impacto do sismo nas pessoas abrangidas pelo seu mandato e está preparado para reforçar a resposta em coordenação com as autoridades e outros parceiros, nomeadamente nas áreas da proteção, abrigo e assistência essencial, à medida que as necessidades forem sendo identificadas.
O ACNUR trabalha na Colômbia desde 1997, apoiando o Estado e as comunidades na proteção e na procura de soluções para pessoas deslocadas e refugiadas que necessitam de proteção internacional. A sua atuação inclui o acompanhamento da proteção, os serviços de proteção da infância, a prevenção e resposta à violência baseada no género, a assistência jurídica, o apoio à obtenção de documentação e o encaminhamento para serviços especializados.
Com presença operacional em 14 localidades, o ACNUR trabalha em conjunto com autoridades e parceiros locais para garantir que as pessoas mais vulneráveis tenham acesso à proteção e à assistência de que necessitam. À medida que a situação evolui, o ACNUR mantém-se preparado para reforçar a sua resposta e apoiar as pessoas afetadas por esta nova emergência.
A devastação causada por três anos de guerra em grande escala é assustadora.