7,1 milhões de venezuelanos deslocados à força nos países vizinhos
As pessoas continuam a deixar a Venezuela devido a uma combinação de fatores, incluindo dificuldades socioeconómicas, falta de acesso a serviços essenciais, insegurança e desafios relacionados com a proteção. Com mais de 7 milhões de venezuelanos deslocados à força fora do país, esta continua a ser uma das maiores crises de deslocação do mundo, com a maioria das pessoas acolhida em países da América Latina e das Caraíbas.
No final de 2025, existiam cerca de 200.000 refugiados venezuelanos e 6 milhões de pessoas venezuelanas a necessitar de proteção internacional. Cerca de 97% permaneciam em países da América Latina e das Caraíbas, sobretudo na Colômbia (2,8 milhões) e no Peru (1,1 milhões). O número de requerentes de asilo venezuelanos ascendia a cerca de 645.000.
A exploração laboral e sexual, o tráfico de seres humanos, a violência e a discriminação continuam a colocar crianças, mulheres e homens venezuelanos em risco, à medida que chegam aos países vizinhos em situação de vulnerabilidade e necessidade de proteção.
Em junho de 2026, após os dois sismos devastadores que atingiram a Venezuela, o ACNUR reforçou o apoio às comunidades afetadas, incluindo pessoas deslocadas à força. Os terramotos provocaram mortes, feridos, deslocações e danos em habitações, infraestruturas públicas e serviços essenciais. As necessidades mais urgentes incluem abrigo, alimentos, água potável e recuperação de documentação perdida, fundamental para garantir o acesso a habitação, educação e cuidados de saúde.
A deslocação venezuelana continua a ser uma das maiores crises de mobilidade humana do mundo. No final de 2025, mais de 7 milhões de venezuelanos encontravam-se deslocados à força fora do país, sobretudo em países da América Latina e das Caraíbas.
Existiam cerca de 417.000 venezuelanos reconhecidos como refugiados a nível mundial e 6 milhões de pessoas venezuelanas a necessitar de proteção internacional.
Como forma de apoio aos Estados anfitriões, o ACNUR procura apoiar as condições de receção, defender a legalidade da estadia e inclusão, mitigar riscos de proteção e impulsionar o acesso a serviços básicos.
Apesar dos esforços de regularização e inclusão, milhões de venezuelanos continuam a enfrentar dificuldades no acesso a estatuto legal, serviços essenciais e oportunidades de integração. Em 2025, aumentaram também as intenções de regresso ao país, reforçando a necessidade de apoio à reintegração das pessoas regressadas.
+645.000
requerentes de asilo em todo o mundo.
7,1 M
venezuelanos deslocados à força nos países vizinhos.
+417.000
de refugiados reconhecidos.
Em toda a região, o ACNUR tem intensificado a sua resposta e está a trabalhar em estreita colaboração com os governos e parceiros anfitriões, em particular a OIM, para apoiar uma abordagem coordenada e abrangente às necessidades dos refugiados e migrantes da Venezuela.
Para assegurar uma resposta abrangente da ONU e para apoiar os esforços dos principais governos anfitriões, a Plataforma Regional de Coordenação Interagências para a situação na Venezuela, liderada pelo ACNUR e pela OIM, lançou o Plano Regional de Resposta para Refugiados e Migrantes (RMRP) da Venezuela, desenvolvido com parceiros em 17 países da América Latina e das Caraíbas.
Em 2025, o ACNUR contribuiu para uma resposta humanitária que alcançou 2,1 milhões de pessoas e prestou assistência direta a cerca de 260.000 pessoas, incluindo refugiados, migrantes, pessoas regressadas e comunidades afetadas, através de ações de proteção e soluções em 37 municípios.
A resposta incluiu apoio à reintegração, acesso a documentação civil, aconselhamento jurídico, prevenção e resposta à violência baseada no género, proteção infantil e iniciativas comunitárias para reforçar a coesão social.
No âmbito do RMRP 2025:
Deixámos tudo na Venezuela. Não temos um lugar para viver ou dormir e não temos nada para comer.
Nayebis Carolina Figuera, uma mulher venezuelana de 34 anos que fugiu para o Brasil